Ciclismo É Só Montar E Pedalar.
É uma festa em duas rodas! Cada vez mais pessoas adotam a bicicleta como meio de transporte ou equipamento de atividade física nos momentos de lazer. Os benefícios são claros, não só à saúde dessas pessoas como ao meio ambiente, por tratar-se de um meio de transporte não poluente. Entretanto, a falta de regulamentação quanto ao uso do equipamento e sua inserção no trânsito das grandes cidades traz uma série de problemas.
Vem crescendo o número de acidentes que envolvem bicicletas, não apenas atropelamentos de ciclistas por veículos e quedas, mas atropelamento de pedestres por ciclistas. A culpa pelos eventos está dos dois lados, ou seja, se motoristas e pedestres cometem erros no trânsito, muitos ciclistas são extremamente irresponsáveis ou desconhecem totalmente a forma correta de proceder na cidade.
O ciclismo é um esporte que requer cuidados especiais, um dos que mais mata em todo o mundo, mesmo com a destreza e equipamentos de segurança utilizados pelos competidores. Imagine quando “pretensos” ciclistas pedalam na cidade como se fossem ases do esporte! Por isso, é interessante lembrar alguns cuidados básicos para minimizar os problemas:
-Procure manter sua bicicleta bem regulada. Problemas nas engrenagens, pedais, freios ou aros, podem significar desequilíbrio e queda.
-Use sempre capacete. Até hoje não entendo como não exigem capacete de ciclista nas cidades. Não precisa ser capacete de moto, em sim aquele modelo menor. O uso deste acessório significa transformar a possibilidade de morte em uma queda banal.
-Trafegar pela contramão é um erro muito comum. Entenda que ninguém vai esperar que alguém apareça na contramão, nem motoristas, nem pedestres, e que essa prática coloca todos em risco, não apenas o ciclista. Pedale sempre próximo à guia da calçada, pelo lado direito, se estiver no Brasil. Além disso, no caso da trombada inevitável com um veículo, as chances de sair ileso são maiores se o ciclista é empurrado por trás do que em choque frontal.
-Respeite os sinais de trânsito. Não entre na contramão, pare nos semáforos e respeite as faixas de pedestres. Lembre-se: a bicicleta é um veículo como outro qualquer.
-Não pedale em cima das calçadas. Se precisar passar por elas desça da bicicleta e empurre-a até que possa montar novamente. Nesses locais os agentes de trânsito deveriam multar os ciclistas transgressores e apreender as bicicletas.
-Quando estiver pedalando acompanhado não fique lado a lado, mas em fila indiana, um ciclista atrás do outro, de forma a permitir a passagem dos veículos sem problemas.
-Muito cuidado com as portas de automóveis estacionados. As pessoas costumam abri-las sem olhar no retrovisor, o que causa sempre graves acidentes. Pedale na defensiva, sempre atento aos automóveis. Não use aparelho de som em hipótese nenhuma.
Além dos cuidados citados, para que todos possam usufruir dos benefícios proporcionados pelo uso da bicicleta, esta precisa estar regulada com anatomicamente em relação à individualidade de cada ciclista.
Em princípio, é importante frisar que o mercado tem vários tamanhos de quadros de bicicleta. Pedalar com quadro inadequado pode causar diversos problemas, a exemplo de hérnia e bico de papagaio, sem contar a perda na eficiência da pedalada. Como obter o tamanho do quadro? Você pode consultar o especialista na loja, mas existe uma fórmula publicada em “Greg Lemond’s Complete Book of Bicycling” (cavalo em cm x 0,67). Esta nos dá o tamanho ideal do quadro, embora vise o máximo rendimento para competidores. O cavalo é obtido com o ciclista em pé descalço, encostado na parede, com um bastão pressionado contra a região pélvica, na horizontal. Mede-se então a altura em centímetros desde o bastão até o chão. Existem diferenças quanto à bike de estrada (quadro em centímetros) e mountain bikes (quadro em polegadas).
Para regular a altura do selim sente na bike, equilibre-se segurando em um móvel e coloque um dos pedais na posição mais baixa. Os joelhos devem estar levemente flexionados, mesmo estando os pés paralelos ao solo. Não deve haver movimento forçado dos quadris para que você mantenha a perna semiflexionada, nem hiperextensão de joelho no momento anterior à recuperação da pedalada. No livro “Ciclismo de Estrada” (1988), o autor diz ser a altura ideal do selim até o eixo central da bicicleta 10 centímetros a menos que a medida do cavalo do ciclista citado anteriormente.
O guidão deve ser regulado na altura para permitir uma posição anatômica. Nas competições ele fica abaixo do selim, mas na pedalada das horas de lazer deve ficar no mesmo nível, e até um pouco acima para iniciantes. Compre um guidão que permita a pegada da largura dos seus ombros, para não forçar as articulações.
A distância selim/guidão exige que você se equilibre na bicicleta e coloque os pedais paralelos. Munido de um prumo desses de pedreiro, você passa o fio sobre o joelho e deixa o peso perpendicular ao chão. O prumo deve coincidir com o eixo do pedal.
Agora sim, é montar e pedalar!!!
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