19/09/2008
Filó a Filomena.

Lembra da Filó? Aquela garota boa praça e engraçada, super gente boa! Uns dizem que ela é louca, mas ela não ta nem ai, seu lema de vida é: "eu quero é mais"!. Adora um palco, é uma verdadeira artista, entretanto, sem platéia, e, não agüenta vê um gringo.  

Filó? Ah! Essa se acha o cartão postal de sua cidade, é uma figura, ou melhor, segundo ela, ela é um retrato. Um retrato desligado da terra e que vive no país de Alice, o das maravilhas. Obediente, Filó só faz o que manda seu coração; suas vestes de invernos são as mesmas do verão e sua alegria não lhe permite sentir frio, só calor. Sua bandeira é BRANCA, mas sua cor preferida é sem duvida alguma o arco-íris. Ah! E o seu prato predileto? Hum! Aquele que lhe enche os olhos.

Mais um gringo e de gringo em gringo enche a casa de gringuinhos. Filó casou-se e foi morar pelos estrangeiros, lá pelo lado da Europa e espantada disse: nossa nunca vi tanto gringo junto! E completou para minha terra não volto mais. Mas, nas idas e vindas da vida, lá vem Filó com seu gringuinhos e um semblante triste. Fiquei preocupada e não hesitei em saber o motivo. Filó havia perdido o seu Gringório no meio de tantos gringos. Mas, sem deixar abalar-se ela retrucou dizendo: amanhã é outro dia, voltarei ao mesmo ponto e tenho a certeza que arrumarei outro gringo, mas, todos conheceram o filho do Gringório.

Brasileirinha, logo deu o seu jeito. Partiu para os japoneses, afinal tava na moda, mas, na sua cidade não aparecia nenhum, então optou pelo coreano que vendia tênis da praça embaixo do sol, mas também não foi feliz na escolha.
Com lagrimas nos olhos do coração disse para si mesma: estou cansada e quero ficar só. Saiu andando com seus gringuinhos pela estrada que escolheu. Embaixo de uma árvore parou para descansar e disse ao seu coração que se pudesse recomeçar seria ninguém mais que a FILOMENA, aquela que sonhou quando criança, uma artista de verdade e não Filó, a que até hoje cantou cantigas erradas.        

 



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