Filó a Filomena.
Lembra da Filó? Aquela garota boa praça e engraçada, super gente boa! Uns dizem que ela é louca, mas ela não ta nem ai, seu lema de vida é: "eu quero é mais"!. Adora um palco, é uma verdadeira artista, entretanto, sem platéia, e, não agüenta vê um gringo.
Filó? Ah! Essa se acha o cartão postal de sua cidade, é uma figura, ou melhor, segundo ela, ela é um retrato. Um retrato desligado da terra e que vive no país de Alice, o das maravilhas. Obediente, Filó só faz o que manda seu coração; suas vestes de invernos são as mesmas do verão e sua alegria não lhe permite sentir frio, só calor. Sua bandeira é BRANCA, mas sua cor preferida é sem duvida alguma o arco-íris. Ah! E o seu prato predileto? Hum! Aquele que lhe enche os olhos.
Mais um gringo e de gringo em gringo enche a casa de gringuinhos. Filó casou-se e foi morar pelos estrangeiros, lá pelo lado da Europa e espantada disse: nossa nunca vi tanto gringo junto! E completou para minha terra não volto mais. Mas, nas idas e vindas da vida, lá vem Filó com seu gringuinhos e um semblante triste. Fiquei preocupada e não hesitei em saber o motivo. Filó havia perdido o seu Gringório no meio de tantos gringos. Mas, sem deixar abalar-se ela retrucou dizendo: amanhã é outro dia, voltarei ao mesmo ponto e tenho a certeza que arrumarei outro gringo, mas, todos conheceram o filho do Gringório.
Com lagrimas nos olhos do coração disse para si mesma: estou cansada e quero ficar só. Saiu andando com seus gringuinhos pela estrada que escolheu. Embaixo de uma árvore parou para descansar e disse ao seu coração que se pudesse recomeçar seria ninguém mais que a FILOMENA, aquela que sonhou quando criança, uma artista de verdade e não Filó, a que até hoje cantou cantigas erradas.






