08/09/2010
Pawlo Cidade quer a ampliação do diálogo da Academia de Letras com a comunidade.

O novo membro da Academia de Letras de Ilhéus, Pawlo Cidade, pretende aproveitar sua experiência na área de convênios e chamadas públicas para propor na Casa algumas ações articuladas com o Fundo de Cultura do Estado. O novo imortal foi empossado na nesta quinta-feira (26), durante solenidade que contou com a presença de autoridades civis e militares do município e do Sul da Bahia. O escritor e assessor da Fundação Cultural de Ilhéus assumiu a cadeira número 13, que tem Castro Alves como patrono, foi fundada por Jorge Amado e ocupada por Zélia Gattai.

Na oportunidade, Pawlo Cidade disse que “a Academia de Letras de Ilhéus já vem cumprindo um importante papel de diálogo com a comunidade. Um dos meus objetivos como acadêmico será, ao lado dos meus pares, trabalhar para que este diálogo seja ampliado e fortalecido”. O novo acadêmico, que possui uma grande caminhada cultural em Ilhéus e na região, foi saudado por André Rosa.

Graduado em pedagogia e pós-graduado em Metodologia da Educação Ambiental, Pawlo Cidade é ator, produtor, autor e diretor de teatro. Além disso, o novo imortal possui 29 espetáculos montados, entre eles, “Sítio do Picapau Amarelo”, “Lampião, cangaço e vida”, “O mímico”, “As aventuras de João e Maria”, “Cangaço”, “Arapuca” e “Professor Clown”. Já entre os livros publicados, destacam-se “Berlinda”, “Até mais verde”, “O tesouro perdido das terras do sem fim”, “Mistério na lama negra”, “O caminho de volta”, ”As aventuras de João e Maria” e “A batalha dos nadadores”.

Pawlo Cidade também é especialista em projetos e produções culturais, pelo Ministério da Cultura; consultor de  políticas públicas  para  a  arte  e  para a  cultura; e colunista dos jornais Diário  de  Ilhéus e Direitos. Além disso, coordenou  diversos  projetos  em  arte-educação  pelo  município de Ilhéus, entre eles o Ecoteatro, o AABB omunidade e Pega-Pega.

Prêmios - Entre os prêmios recebidos, melhor produção pelo espetáculo “A lenda” (Ilhéus), 1990; melhor iluminação pelo espetáculo Escola de Bonecas (Vitória da Conquista), 1995; melhor produção pelo espetáculo “Lampião” (Itabuna), 1995; menção honrosa de melhor ator no Festeatro, Ilhéus, 1995; menção honrosa pelo espetáculo “O Mímico”, no Festeatro, Ilhéus, 1995; Troféu Jorge Amado de Cultura e Arte,  2000; Troféu Destaque Profissional do Ano,  2003 e 2009; Prêmio de Apoio à Montagem de Espetáculos de Teatro da Bahia, 2008; Prêmio Territórios de Identidade, projeto Forteatro-Sul, 2008; Prêmio 2º lugar melhor drama, pelo espetáculo Cangaço, Multiarte, 2009; e Projeto Ouvindo um Tesouro, Fundo de Cultura da Bahia, 2010.

No magistério, Pawlo Cidade também foi professor de Artes do Instituto Municipal de Ensino, Escola Municipal do Pontal, Escola Municipal da Princesa Isabel, Instituto Nossa Senhora da Piedade e Cooperativa Educacional de Ilhéus; Foi ainda professor de história no Colégio Status; professor de Avaliação e Currículo, professor de Estágio Supervisionado na Iterfim; e professor de Produção Cultural do Curso de Gestão Cultural da Uesc, ministrando também diversos cursos de teatro e elaboração de projetos. 


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