Panorama sobre o negro no cinema e na TV no Brasil é tema de aula aberta na UESC.
redação

"Quais foram os diretores dos três últimos filmes que você viu no cinema? Provavelmente eram todos homens brancos." Essa é uma das provocações feitas pelo  cineasta Joel Zito Araújo sobre o espaço, ou melhor, a falta de espaço que pessoas negras e mulheres têm no cinema. "Mulheres e negros são subgrupos menosprezados e não estimulados dentro de uma sociedade que é racista e machista", denuncia o cineasta.

 

Essas e outras questões serão aprofundadas na aula aberta com o tema "Panorama sobre o negro no cinema e na TV no Brasil: Desafios e Potencialidade" que o cineasta Joel Zito Araújo, vai ministrar na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

 

A iniciativa é do Kàwé (Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais), a partir das 9 horas, de quarta-feira (9), no auditório do 5º andar da Torre Administrativa José Haroldo Castro Vieira, no campus da UESC, no bairro Salobrinho, em Ilhéus.  

 

Joel Zito é cineasta, escritor, professor, diretor, produtor executivo e roteirista de filmes de ficção e documentários, programas de TV, vídeos educacionais e institucionais e diretor presidente da casa de criação cinema e propaganda.

 

O trabalho de Joel é reconhecido internacionalmente por sua capacidade de aliar os elementos cinematográficos às questões sociais. Com a sétima arte, leva para a tela reflexões sobre gênero, etnia, política e condição socioeconômica.

 

No modo de conduzir a narrativa está a sutileza do olhar que revela situações e sentimentos intrínsecos na sociedade ou até mesmo no próprio ser humano. Dentro desta temática é considerado um dos cineastas mais importantes do país.

 
 
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